Porque a tradução jurídica é diferente
Num texto literário, uma imprecisão é uma falha estética. Num documento jurídico, é uma bomba-relógio.
Contratos, escrituras, procurações, sentenças e regulamentos exigem um nível de precisão terminológica que vai muito além do conhecimento do idioma. Exigem conhecimento do sistema jurídico de ambos os países envolvidos.
Os 5 erros mais comuns
1. Usar tradutores não especializados em direito
O maior erro. Um bom tradutor de inglês geral não é necessariamente um bom tradutor jurídico. Os sistemas de *common law* e de direito civil têm conceitos sem equivalente directo, e a escolha errada do termo pode inverter o sentido de uma cláusula.
2. Ignorar as diferenças entre sistemas jurídicos
"Contract" em inglês não é sempre "contrato" em português. Dependendo do contexto, e do país, pode ser "acordo", "instrumento" ou "escritura". A equivalência funcional importa mais do que a equivalência literal.
3. Não usar glossários terminológicos fixos
Empresas que traduzem documentos ao longo do tempo sem um glossário aprovado acabam com inconsistências que criam ambiguidade legal. O mesmo conceito, traduzido de três formas diferentes em três documentos, é um problema à espera de acontecer.
4. Traduzir sem revisão jurídica local
Uma tradução tecnicamente correcta pode ser juridicamente inválida se não respeitar os requisitos formais da jurisdição local. Em Moçambique, há especificidades que só um advogado local conhece.
5. Confiar em ferramentas automáticas para documentos sensíveis
DeepL e Google Translate evoluíram muito. Mas não têm conhecimento do contexto negocial, não identificam ambiguidades e não assumem responsabilidade legal. Para documentos com implicações legais, o risco não compensa a poupança.
Como a Alítra aborda a tradução jurídica
O nosso processo inclui três camadas: tradução por especialista jurídico, revisão terminológica e verificação de adequação à jurisdição moçambicana.
Não é o processo mais rápido. É o mais seguro.
