Os 7 Erros Mais Comuns de Moçambicanos a Aprender Inglês
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Academia2 de julho de 20266 min de leitura

Os 7 Erros Mais Comuns de Moçambicanos a Aprender Inglês

Falantes nativos de português cometem certos erros de forma previsível ao aprender inglês. Conhecer estes padrões acelera o seu progresso.

GT
Gilberto Tauanja
CEO & Fundador · Alítra Moçambique

Por que os erros se repetem

Depois de anos a ensinar inglês em Moçambique, reparamos num padrão: os erros não são aleatórios. Falantes de português cometem, na sua maioria, os mesmos sete deslizes, porque a estrutura do português influencia directamente a forma como pensamos em inglês.

Conhecer estes padrões não é apenas uma curiosidade linguística. É uma forma de acelerar o seu progresso, porque permite corrigir a causa, não só o sintoma.

1. A ordem dos adjectivos

Em português, dizemos "uma casa grande branca". Em inglês, a ordem dos adjectivos segue uma sequência fixa (opinião, tamanho, idade, forma, cor, origem, material). O correcto é *"a big white house"*, nunca *"a white big house"*.

2. Falsos cognatos

São os traidores clássicos: *"actually"* não significa "actualmente" (significa "na verdade"), *"pretend"* não significa "pretender" (significa "fingir"), e *"realize"* raramente significa "realizar" no sentido de concretizar (significa "perceber"). Estes erros passam despercebidos durante anos porque soam familiares.

3. Uso incorrecto dos tempos verbais

O português tem menos distinção entre passado simples e presente perfeito do que o inglês. Dizer *"I have seen him yesterday"* é um erro comum, o correcto é *"I saw him yesterday"*, porque "yesterday" exige o passado simples, não o presente perfeito.

4. Preposições que não traduzem directamente

"Depender de" torna-se *"depend on"*, não *"depend of"*. "Interessado em" torna-se *"interested in"*. As preposições em inglês raramente correspondem literalmente às do português, e por isso exigem memorização caso a caso, não tradução directa.

5. Pronúncia do "th"

O som de "th" (como em *think* ou *this*) não existe em português, e por isso é substituído instintivamente por "f", "t" ou "d". A prática consciente deste som isoladamente, antes de o inserir em frases, acelera bastante a correcção.

6. Confundir "make" e "do"

Em português, "fazer" cobre ambos os sentidos. Em inglês, *"make"* está ligado a criar ou produzir (*make a decision, make a mistake*), enquanto *"do"* está ligado a realizar tarefas (*do homework, do business*). Não há uma regra simples, apenas exposição repetida a colocações correctas.

7. Traduzir expressões idiomáticas literalmente

"Está a chover a potes" não se torna *"it's raining pots"*, mas sim *"it's raining cats and dogs"*. Expressões idiomáticas nunca traduzem palavra por palavra, e tentar fazê-lo cria frases que um nativo simplesmente não reconhece.

O que fazer com esta lista

O objectivo não é decorar estas sete regras isoladamente, mas sim prestar atenção a elas na prática, ao ouvir, ler e falar. Um bom professor ajuda a identificar qual destes padrões está mais presente no seu inglês pessoal, e a corrigi-lo de forma dirigida, em vez de tentar corrigir tudo ao mesmo tempo.

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